O gato, a minhoca e o passarinho.

por Xico Branco

Uma minhoca estava sobre a terra tomando um pouco de sol e revirando a terra fofa. Um gato que a estava espreitando para dar um bote e come-la, ficou esperando o momento certO gato, a minhoca e o passarinho.

Xico Branco

Uma minhoca estava sobre a terra tomando um pouco de sol e revirando a terra fofa. Um gato que a estava espreitando para dar um bote e come-la, ficou esperando o momento certo. De repente veio um passarinho num vôo rasante e quase apanha a minhoca com seu bico. O gato observou que o passarinho sentou num galho próximo e de repente tirou a atenção da minhoca para a nova possível presa. Enquanto o passarinho se preparava para tentar pegar a minhoca novamente, essa já estava entrando na terra para se salvar. O gato, que mantinha um olho no pássaro e outro na minhoca, não sabia o que fazer ao ver a minhoca sumindo para dentro da terra. Na dúvida, ele decidiu agir e correu para dar um salto sobre a minhoca. A comeria primeiro. O passarinho no mesmo instante voou do galho para tentar pegar a minhoca outra vez. Os dois se chocaram em pleno ar, no instante em que o gato pulava. Cada um caiu para um lado sem nada entender. O passarinho se recuperou e assustado voou novamente para o galho, enquanto o gato se lambia e limpava seu corpo sujo de terra. A minhoca, que percebera tudo e já sumia dentro da terra úmida, olhou para trás e disse sorrindo:

– A dúvida de uns pode atrapalhar os planos de outros!o. De repente veio um passarinho num vôo rasante e quase apanha a minhoca com seu bico. O gato observou que o passarinho sentou num galho próximo e de repente tirou a atenção da minhoca para a nova possível presa. Enquanto o passarinho se preparava para tentar pegar a minhoca novamente, essa já estava entrando na terra para se salvar. O gato, que mantinha um olho no pássaro e outro na minhoca, não sabia o que fazer ao ver a minhoca sumindo para dentro da terra. Na dúvida, ele decidiu agir e correu para dar um salto sobre a minhoca. A comeria primeiro. O passarinho no mesmo instante voou do galho para tentar pegar a minhoca outra vez. Os dois se chocaram em pleno ar, no instante em que o gato pulava. Cada um caiu para um lado sem nada entender. O passarinho se recuperou e assustado voou novamente para o galho, enquanto o gato se lambia e limpava seu corpo sujo de terra. A minhoca, que percebera tudo e já sumia dentro da terra úmida, olhou para trás e disse sorrindo:

– A dúvida de uns pode atrapalhar os planos de outros!

O Homem da Lata

Por Xico Branco


Fazia  vinte  minutos  que  aquele  homem  estava  ali sentado naquela lata. Estranhamente olhava para um lado e para  outro,  como  que  preocupado  com  alguma  coisa ou esperando  alguém. Eu, que estava na janela do segundo andar do prédio em que trabalhava,  observava tudo e curiosamente  tentava  entender por que alguém improvisaria um banco numa lata, sendo que ali perto havia uma parada de ônibus com lugares vazios no banco.

Ele estava na beira da rua e ficava demonstrando  uma  certa  preocupação em seus gestos. Vez ou outra ele fazia uma careta e colocava as mãos apertando o joelho virando o rosto de lado. Chegava a puxa o pano da calça aparentando estar fazendo força para algo. Ele usava uma dessas batas de trabalho por cima da blusa e esta estava cobrindo parte de suas coxas.

Agora já fazia quase dez minutos. O homem continuava do mesmo  jeito.  Com  os  mesmos  gestos  curiosos.  Eu  já estava  a ponto  de  descer e ir até lá perguntar o  que estava acontecendo ou  se  ele  precisava  de  algo.  – Pensei.  Aquele  pobre homem  poderia  estar  perdido  ou  procurando  alguém. Enfim, estava louco pra saber o que se passava. Eu era pura curiosidade.

Já era  quase  noite.  A  exatos quinze minutos  estava  observando aquele homem sentado na lata. Daqui a pouco teria que ir embora  e poderia perder o  desfecho  daquela situação inusitada.

Pronto.  Era hora de ir embora. -Agora basta! Pensei alto. Já era  hora de  matar  minha curiosidade. Observei  que ele continuava  do  mesmo  jeito, no mesmo lugar. O  movimento  de  transeuntes havia  diminuído  bastante  e  ele  estava  quase  solitário  naquele trecho da rua. Com exceção de uns poucos fregueses do  lanche  ali  perto  e da  senhora que atravessava  a rua, o movimento havia cessado bastante.

Aguardei  a  rua  esvaziar-se mais  um pouco e sai correndo rumo ao elevador. Enquanto descia ia pensando na surpresa que me esperava.  O  que  poderia  ser?  – Pensava comigo mesmo. Quando  saí do elevador as carreiras, quase derrubo algumas pessoas que estranharam minha pressa. Já na rua fitei  os olhos rumo ao local onde o homem estava, porém, não mais o vi. Apenas a lata continuava no mesmo lugar, o homem havia sumido.  – Droga! Resmunguei baixinho. Decidi ir até lá assim mesmo. Ao  me  aproximar  da  lata  senti  um  odor  estranho. Desses que a gente sente em banheiro de clube de forró, só que com serviço completo. A catinga era insuportável.  Prendi a respiração e me aproximei mais um pouco para olhar dentro da lata. Você não  imagina  o  tamanho da  ruma.  Aquele pobre  homem devia ter sentido uma baita duma dor de barriga; daquelas  que  quando  a  gente  pensa que vem seca, já vem molhada. Aquela mais rápida que energia elétrica. No desespero do momento aquela  lata  fora  sua  salvação. De resto, ele esperou a hora certa de dar no pé sem passar um vexame ainda maior.

Pronto, minha  curiosidade  estava  satisfeita e ainda fedia no ar. Agora poderia ir para a parada de ônibus e torcer para chegar logo em casa, pois; não sei por complexo adquirido ou pelo pastel  com caldo-de-cana de mais cedo, eu estava começando a sentir umas leves pontadas na barriga.

10 coisas que você pode fazer para ganhar mais tempo no seu dia

Por José Luiz S. Cunha , http://www.administradores.com.br

Qualquer coisa que você puder fazer para melhorar sua organização fará diferença para a melhoria da sua produtividade, melhor gerenciamento do seu tempo e também para a proteção do seu bolso.

Hábitos básicos como utilizar a agenda de forma plena, usar um sistema de arquivos com classificação adequada, trabalhar num espaço organizado, ter o costume de planejar o trabalho e as tarefas ou ainda utilizar os recursos da tecnologia de forma eficiente podem fazer toda a diferença do mundo, para o seu tempo render mais.

Às vezes escuto as pessoas dizendo “preciso me organizar melhor. Quando tiver um tempo, vou fazer isso”. Posso garantir uma coisa: este tempo nunca vai aparecer nem sobrar na sua programação. Ele precisa ser criado por você e isso depende apenas de uma atitude sua.

1. Acorde mais cedo

Coloque o alarme para 15 minutos mais cedo e adiante o seu dia.

2. Planeje o que vai vestir na noite anterior

Deixe a roupa separada e pronta para vestir. Você irá economizar bons minutos do seu dia.

3. Mantenha sua mesa de trabalho organizada

Saber onde estão seus papéis e documentos, e saber onde guardá-los vai economizar bastante tempo ao longo do seu dia. Deixar a mesa limpa e mantendo sobre ela apenas aquilo em que está trabalhando no momento vai ajudar você a manter o foco e terminar as tarefas mais rápido.

4. Mantenha seu computador organizado

Desktop limpo e com poucos ícones, pastas organizadas e arquivos nomeados corretamente ajudam bastante na hora de encontrar o que você precisa, economizando muito tempo ao longo do dia. Organizar as suas pastas de e-mails e manter a caixa de entrada sempre vazia é também fundamental para melhorar a sua produtividade no trabalho.

5. Utilize sua agenda e crie listas de memória

Não tente lembrar as coisas de cabeça. Isso vai aumentar o seu estresse e o risco de você esquecer coisas importantes, que podem gastar inutilmente o seu tempo.

6. Cozinhe o suficiente para 2 refeições

Quando for cozinhar e preparar seus alimentos, procure fazer uma porção maior, depois divida em dois e congele se necessário, economizando assim o tempo na próxima refeição.

7. Concentre suas chamadas telefônicas

Faça uma lista das ligações que tem que fazer, anotando os números de telefone e assuntos. Depois separe um tempo e faça todas as ligações em sequência. Isso economiza tempo e deixa seu dia mais organizado.
8. Planeje seu dia de trabalho

Ao final de cada dia planeje o dia seguinte. Realoque compromissos e tarefas na sua agenda e tenha claro o que irá fazer. Isso faz com que você vá para casa com a cabeça mais tranquila, economiza tempo e melhora sua produtividade. Lembre-se: uma hora de planejamento pode economizar até 10 horas de trabalho.
9. Aprenda a utilizar os recursos do seu smartphone

Utilizar a agenda (calendário), o bloco de anotações, o GPS e tantos outros aplicativos de produtividade pode fazer uma incrível diferença na hora de administrar suas tarefas e atividades, dando a você mais controle sobre o uso do seu tempo.
10. Faça as compras pela Internet

Depois de aprender a se organizar para isso e criar este hábito, esta tarefa será rápida e vai economizar muitas horas na sua semana.
José Luiz S. Cunha é CEO do Organize sua Vida

A primeira lembrança que tenho em minha vida é do dia em que minha irmão nasceu, 15 de setembro de 1972, tinha quase 3 anos. Lembro que estava deitado em uma rede que estava atada debaixo da escada do sobrado em que morávamos. Lembro que perguntava para as pessoas se a cegonha já tinha trazido minha irmãzinha e lembro que meu irmão estava deitado em outra rede perto da minha e ficava brincando sem se preocupar muito com aquilo. Lembro que minha mãe estava no quarto e que algumas vizinhas e a parteira estavam lá com ela, esperando a cegonha chegar pela janela; era o que me diziam. Lembro que as pessoas passavam com toalhas e com bacias com água da cozinha para o quarto e eu ficava tentando entender pra que eram. Lembro que não havia outras crianças na casa nesse dia. Lembro que de tanto esperar fui vencido pelo sono e adormeci. Lembro que pela manhã acordei e minha maninha já estava num berço com um mosqueteiro cor rosa protegendo-a das carapanãs. Ela era bem branquinha e loira, muito bonita. Lembro que fiquei na janela tentando entender como a cegonha não bateu num cajueiro muito grande que tinha no quintal e que tampava toda a passagem para a janela. Lembro que esse cajus eram enormes e nunca mais eu vi cajus como aqueles; a não ser num pé que depois meu pai plantaria em nossa nova casa. Lembro que do nascimento de minha irmã é isso que me recordo. Lembro que o sobrado que agente morava era lindo, ficava no morro do sapo, na estrada que chamavam de rodagem, mas que depois descobri que o nome é Avenida Magalhães Barata. Lembro que a escada de acesso para a parte de cima era muito bonita e que depois esta escada foi levada e posta em nossa nova casa, foi a única parte que ficou inteira quando meu pai desmontou nosso sobrado. Lembro que a casa era coberta com cavacos de madeira. Era uma casa somente cm um grande quarto, uma sala, cozinha e uma pequena varanda na frente. Lembro que a parte de cima era somente um quarto e havia a parte do forro da varanda, onde agente costumava se esconder se equilibrando sobre os caibros. Lembro que ela era branca nas laterias e na frente as ripas eram azuis. Lembro que entre uma tábua e outra havia ripas para tampar as frestas. Lembro que havia uma porta frontal e uma porta lateral. Lembro que na varanda haviam cadeiras de vime e uma pequena mesa, onde mamãe colocava toalhas de seus bordados e um vaso de porcelana com flores colhidas do jardim que havia na frente da casa. Lembro que o jardim era bem cuidado e haviam muitas plantas que não lembro o nome. Lembro que debaixo de uma dessas plantas, que formava uma espécie de cobertura, algumas pessoas diziam que ali havia aparecido uma mulher vestida de branco e que muitos diziam ser Nossa Senhora. Lembro que haviam flores brancas, vermelhas, amarelas; e me lembro de muitos mais..
Obs: Este texto faz parte do imaginário das memórias do autor do post.

Economia: Como funciona

Por Rafael Luiz

Muitas das vezes participamos da economia de um país sem ao menos nos dar conta disso. Mas quando isso acontece? Por que acontece? Como funciona, em geral, a economia de uma nação? Essas e outras perguntas serão resumidamente e didaticamente respondidas nesse artigo.

O que significa?

A palavra “Economia” vem do grego e significa “aquele que administra o lar”. O conceito grego ainda vale nos dias de hoje, pois tudo aquilo que sustenta uma nação está ligada à economia.

Qual a origem?

A Economia existe desde a Antiguidade. O homem neolítico, ao desenvolver técnicas de agricultura, já estava praticando a Economia. Desde então, a economia foi se desenvolvendo e chegando até os dias de hoje, se resumindo aos chamados “mercados”.

O que envolve a economia de uma nação?

Ao contrário do que se pensa, a Economia não se resume a dinheiro. Muitos outros fatores são dados econômicos, tais como comércio exterior, política cambial, política tributária, geração de emprego e renda, industrialização e muitos outros. Na economia, deve-se levar em consideração, inclusive, os recursos naturais. A grosso modo, podemos dizer que a economia é um processo pelo qual o Governo, as propriedades privadas e o povo participam e atuam sob determinado ponto geográfico, onde aspectos como mão de obra qualificada e recursos naturais são de vital importância.

Quais os principais objetivos da economia?

Não basta uma nação ser apenas rica. Para que os reflexos de uma economia sejam melhor visualisadas é necessário que a renda seja a melhor distribuída possível, não podendo ela estar concentrada nas mãos de poucos. A distribuição de renda gera igualdade social.

Como distribuir a renda de um país?

Isso é papel do Governo: Administrar a nação para que em todos os cantos do país haja geração de empregos e mão de obra qualificada. Consequentemente a dinâmica da economia se encarrega de melhor distribuir tal renda. Se uma cidade oferece muito mais oportunidades que outras, é provável que a população tenha a tendência de querer prosperar em tal cidade das oportunidades e isso pode trazer malefícios à distribuição de renda de um país, pois quando a demanda de pessoas ultrapassa a oferta de emprego, obviamente gera o desemprego, um dos maiores males à economia.

Por que uma nação não acaba com a pobreza produzindo mais dinheiro e lançando no

mercado?

Se um país lança muito da sua moeda no mercado, gera o que chamamos de inflação. Inflação nada mais é que a desvalorização da moeda para que se adquira um produto, ou seja, exige-se maior valor da moeda para que se adquira o bem. A alta exagerada da inflação (superinflação) gera muitos malefícios à economia, sobretudo a desigualdade social, pois com a alta dos preços só tem condições de desenvolvimento quem tem maior capital.

Por que moedas de um país acabam sendo mais valiosas que outras e vivem em ascensões e quedas?

Isso depende da política cambial. Como uma nação consegue ter uma economia interna melhor que outras, as chances de que ela se destaque no mercado internacional é bem maior. É a partir de dados do mercado interno e negociações internacionais é que essa nação vai decidir se valoriza ou desvaloriza a sua moeda na política cambial. Para exemplificar o câmbio, é notável que na política cambial entre Brasil e E.U.A temos o Dólar comercial (acordo para importações e exportações), paralelo (fora dos meios comerciais, fora de supervisões governamentais) e de turismo (emissão de passagens aéreas, cartões de crédito e outras transações de turismo), onde em cada tipo de transação geralmente há valores moderadamente distintos.

Quais são as vantagens da queda do valor da moeda com relação a outra?

Quando a moeda de um país está baixa atrai o mercado internacional para o efetuo de compras, favorecendo a exportação. Consequentemente, a importação fica prejudicada com a alta dos preços globais. O turismo imigrante tende a impulsionar.

Quais são as vantagens da ascensão do valor da moeda com relação a outra?

A importação fica favorável com a queda do preço de moedas internacionais. Já as exportações acabam ficando desfavoráveis, pois o aumento da moeda local acaba afastando o efetuo de compras por parte do mercado externo. O turismo emigrante pode se destacar.

Por que um problema basicamente interno como o desaquecimento imobiliário nos E.U.A

provocou uma crise mundial em 2008?

As economias dos países, com o que chamamos de globalização, estão totalmente interligadas. Por mais que o problema do desaquecimento imobiliário dos E.U.A seja totalmente interno, o fato provocou falência de Bancos e consequentemente provocou uma espécie de avalanche em vários envolvidos com os Bancos, bem como com quem estava interligado com os envolvidos com os Bancos e assim sucessivamente.

Por que o Brasil não sofreu tanto com a crise mundial de 2008?

Até décadas atrás não, mas hoje o Brasil possui uma reserva saliente e uma economia bastante estável e isso fez com que o Governo interviesse em determinadas ações e evitasse que consequências maiores alterassem negativamente no mercado brasileiro. Entre as ações foi buscar o aquecimento do mercado interno através de incentivos tributários, como baixar o IPI (Impostos sobre Produtos Industrializados) para compra de automóveis, que como todo imposto, é repassado ao consumidor no preço final.

Brincando de Figuras

Por Xico Branco

Nessa terça vou postar uma de minhas poesias já premiadas. O texto  abaixo foi destaque especial em 1999 em concurso de poesia da Revista Nacional Brasília. É uma brincadeira em forma de versos com as figuras de linguagem e pensamento. Curioso é dizer que quando fiz esta poesia eu tinha 17 anos, morava em Santarém e cursava o ensino médio. Para compô-la eu usei uma gramática de Ulisses Infante como apoio linguístico e fui concatenando cada figura com um verso criado por mim, onde a mesma se insere, ou seja, o verso é o próprio exemplo da figura em questão.

O título da mesma nasceu de uma antiga brincadeira que agente tinha quando eu era criança. Quando algum álbum de figurinhas era lançado para colecionar, eu e meus amigos brincávamos colocando uma figura sobre a outra, com o lado da imagem para baixo. Quem conseguisse desvira-las batendo com a mão em forma de concha, num movimento rápido de bater e puxar, ganhava as mesmas. Isso era feito para adquirir figuras que um ou o outro ainda não possuía no álbum. Eis a alusão que usei para titular esta poesia.

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BRINCANDO DE FIGURAS
Sou elipse por enquanto
E agora, zeugma
E polissíndeto.
Já sou assíndeto neste momento
E no mesmo momento momentaneamente sou pleonasmo
É melhor, melhor é ser iteração, não
Melhor mesmo é ser anáfora.
Mas, senhor, mudarei para anacoluto.
Hipérbato, pensando bem, um tom diferente dá
Porém, como meu bem, aliteração também cai bem.
Não! Vou mudar! Voltarei a ser a antítese que sempre fui.
Ser e não ser, eis a questão ironizada.
Virarei, mundo louco, um apóstrofe.
Tentarei cantar, falar, sussurrar, gemer que agora sou Gradação.
Até meus cabelos estão a cantar, virei prosopopeia
Meus cabelos são cantores na metáfora.
E da metonímia só direi que em antonomásia sou o poeta da ocasião.
O poeta do momento no eufemismo é igual a você um sonhador.
E por fim serei milhões de poetas num só quando for Hipérbole. .

Fica bem ali!

Por Tiago Gabriel

Que Manaus é carente de alternativas para locomoção de pessoas e transporte de produtos oriundos do Pólo Industrial de Manaus (PIM) ao restante do país, isso não é novidade pra ninguém. Dos modais de transporte, o ferroviário é o único que não nos deixa a desejar, pois esse não existe por essas bandas baré. O aeroviário, terrestre e hidroviário funcionam, mas de forma precária.

 Nossa quase que única opção, o aeroporto Eduardo Gomes passa por um período difícil, visto que sua capacidade é inferior a atual demanda de passageiros e produtos, isso já foi pior, mas continua defasado. No ano passado, nosso aeroporto deixou produtos expostos no sol e chuva devido a incapacidade operacional de estocar e liberar produtos de forma eficiente e eficaz.

No que tange ao transporte terrestre, o debate sobre a viabilidade de algum empreendimento que ligue o estado com o restante do país já consumiu intensos debates que persistem até hoje. A obra de reconstrução da BR 319, nossa única via de ligação com os grandes centros do país, mesmo faltando em torno de 400 km’s para sua finalização, ainda está dependente de licença ambiental o que nos leva a crer que o fim do nosso isolamento logístico ainda há de tardar.

No transporte hidroviário, além de um fator complicador e natural, a vazante dos rios que acontece todos os anos, portanto previsível, ou seja, daria para seu impacto ser minimizado, alguns incidentes acometidos no único porto existente na cidade prejudicaram o transporte de produtos, o que causou altos prejuízos para as empresas do PIM. Além do transporte de passageiros que apesar da imensidão dos rios do estado, não possui um porto decente que atenda as necessidades de transporte dos passageiros.

No ano passado passamos por uma das nossas piores crises no que se refere ao transporte de produtos. Nossas duas alternativas que funcionam de forma precária, citadas acima, entraram na “sala de emergência”, o que não permitiu que o faturamento de 35 bilhões de dólares do PIM fosse ainda maior.

Nossos rios, devido suas dimensões e apelo ecológico, por ser menos poluente, seriam as melhores alternativas de transporte, se não fossem os gargalos supracitados. Existe o projeto de construção de dois novos portos na cidade, um na Manaus Moderna, para o transporte de passageiros e descarga de pequenos produtos do interior, mas que ainda é só projeto, e outro nas proximidades do Encontro das Águas e que enfrenta o rigor ambiental da população e dos órgãos fiscalizadores, por se tratar de uma área tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Que o poder público tenha a mesma capacidade de articulação que teve para criar seus projetos, com o intuito de conquistar a vaga de sub sede da Copa, também, para executar as mesmas, afim de que sejam solucionados ou minimizados esses gargalos, deixando como herança para a sociedade. Enquanto isso vamos pagando caro para viajar até pra Parintins, que “fica bem ali” (Expressão amazonense utilizada para informar a distância de algo).

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