Archive for fevereiro \25\UTC 2011

Resposta à revista Veja

Por Tiago Gabriel

Esse texto foi enviado para o meu email sem a identificação do autor e a edição na qual foi publicada na revista Veja, mas retrata a realidade incontestável da educação no Brasil e de uma classe que precisa, muitas vezes, assumir as responsabilidades jogadas pela sociedade em seus braços. Boa leitura!

Autor Anônimo

Resposta à revista Veja

 Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS  razões que  geram este panorama desalentador.
Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas  para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que  pais de famílias oriundas da pobreza  trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos  em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.
Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê?  De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida. Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina.
Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos,  há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos,  de ir aos piqueniques, subir em árvores? E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.
Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução),  levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a passeios interessantes, planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero. E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes”,  elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração.
Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário.    Há de se pensar, então, que  são bem remunerados… Mera ilusão!

 Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que  esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave. Temos notícias, dia-a-dia,  até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.
Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite. E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina… E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.
Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante É QUE HÁ DISCIPLINA. E é isso que precisamos e não de cronômetros.  Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se.
Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade. Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade!  E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo.
Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões  (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!!
Passou da hora de todos abrirem os olhos  e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores  até agora  não responderam a todas as acusações de serem despreparados e  “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.

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Planejamento Converge Resultados

 Por Tiago Gabriel

Na vida, nos deparamos com muitas situações que nos faz refletir se aquele caminho é o que realmente deve ser seguido, ou se aquela decisão é adequada para tal situação. São decisões que muitas vezes nos fazem mudar nossos caminhos e atitudes, muitas vezes a vista cega, e alguns insistem em permanecer no mesmo com medo do incerto, o medo do novo.

Isso é praticamente unanimidade quando ainda somos jovens, mas não desaparecem depois que as escolhas tão cobradas por nossos familiares e por nós mesmo são feitas: Ter uma profissão, casa, carro, casamento e família. Algumas pessoas, demonstrando desconhecimento, são adeptas de frases que já viraram ditados populares: “deixa a vida me levar”, “meu futuro a Deus pertence” (não que isso não seja verdade).

 Levando a vida dessa forma, pode até ser que você tenha sucesso e alcance seus objetivos, mas é muito improvável que, quem vive sem planejamento, vá colher bons resultados quanto quem se organiza.

Assim como as grandes empresas, e até pequenas e micro, e que são profissionalizadas, possuem seus objetivos e metas a serem alcançados em um determinado período de tempo, nós, também, devemos estabelecer nosso planejamento para conquistar nossos sonhos.

Muitas pessoas têm a mania de no início de cada ano estabelecer alguns objetivos que, muitas vezes, serão iniciados, mas logo após interrompidos, ou nem serão postos em prática. Isso se chama falta de planejamento!

Como alcançar esses seus objetivos?

O primeiro passo é você transformar esses seus desejos ou sonhos em objetivos. Ele necessita ser tangível, ou seja, possível de ser alcançado. Não adianta você estabelecer como objetivo, namorar a Angelina Jolie. Isso é algo distante, necessita de muitos anos de buscas por algo que tem o resultado improvável, e lembre-se que ela está casada, ou seja, menos um ponto pra você. Não adianta também você sonhar em ir pra Marte, até porque, nunca, nenhum ser humano chegou lá.

Preparei  um texto sucinto que pode lhe ajudar explicando de uma forma bem simples, mas objetiva.

 Bem, antes de dar prosseguimento se faz necessário explicar a diferença que existe entre objetivo e meta: O objetivo corresponde a sua prioridade maior, a seu sonho, o que você almeja. Meta é o conjunto de medidas necessárias para que você conquiste, ou alcance seu almejado objetivo. Pode-se dividir em três fatores:

Objetivo estratégico – é o seu objetivo em si Valor – Representa, quantitativamente, aquilo que você deve fazer para chegar ao seu objetivo; Prazo – É o tempo em que suas metas serão cumpridas, este deve estar dentro de suas limitações, ou seja, eles devem ser previamente avaliados se são possíveis de serem alcançados no período determinado.

Exemplo: 1 – Seu objetivo: Emagrecer. Objetivo definido é hora de estabelecer o valor da sua meta.

2 – Com base no exemplo utilizado, o valor da meta é perder 10Kg. Ou seja, estabeleça quantos quilos você deve ou quer perder.

3 – Prazo – Caso você queira perder esses 10Kg no prazo de 5 meses, tenha a certeza que o prazo e o destino estão de acordo com suas limitações. Você pode estabelecer como meta mensal perder 2 kg.

 É importante você especificar o que você deve fazer para perder os almejados 2 kg ao mês. Malhar, caminhar, maneirar em guloseimas gordurosas e comer mais saladas.

Atenção!

Você deve ser rígido com você, crie regras pra que essas suas metas sejam cumpridas e o objetivo, então alcançado. Outra dica muito importante é você envolver as pessoas da sua família e amigos nessa jornada. Eles servirão como propulsores, incentivadores e fiscalizadores das suas atitudes ao alcance das metas. Coloque esse seu objetivo em um quadro na frente da sua cama para toda vez que você for dormir, deitar, ou estiver pensando em desistir, lembrar que no próximo dia você deve e vai prosseguir, e até intensificar suas atividades para alcançar aquilo que anseia e que vai ser tão importante para sua auto estima.

Ao decidirmos tomar rumo de nossas vidas, temos que passar por mudanças, sair da nossa zona de conforto, mudar costumes e nos tornar mais críticos e rígidos. Não vai ser fácil, mas o final dessa trajetória será bastante gratificante para você, e servirá de exemplo e incentivo para seus amigos.

Estabeleça metas para sua vida!

DITADURA VERSUS DEMOCRACIA

Por Rafael Luiz

 Inúmeros manifestantes se reunem e começam a protestar contra o Governo que está há vários anos no poder. Esse fato tem sido comum nos jornais mundiais por acontecer em dois países orientais que até então tinham pouco enfoque internacional.

Na primeira vez aconteceu no Egito. Hosni Murabak já estava no poder durante 30 anos. 18 dias de intensos protestos foram necessários até que o militar renunciasse ao cargo de presidente, juntamente com seu vice. Mas a ditadura, como sempre, não se derrota fácil. Durante esse tempo o país chegou inclusive a ser “desglobalizado” com o corte da internet, pois os protestos nas redes sociais estavam exorbitantes. O país hoje está em poder de um Conselho Militar e haverá eleição em Setembro.

A bola da vez é a Líbia, país fronteiriço ao Egito. Muammar Al Gadafi se encontra no poder há mais de 40 anos e está enfrentando protestos maciços da população líbana. Seguindo as estratégias do país vizinho, o coronel Gadafi já interviu na internet desconectando do mundo o país e declarou que não irá deixar o governo.

No decorrer da história vimos que o poder ditador não tem tido muito sucesso. Apesar de alavancar vários anos de supremacia, há um momento em que o povo intercede e os manifestos sociais dão à nação um novo rumo. No Brasil isso não foi diferente. O país passou por 21 anos de ditadura, mas graças a manifestos sociais o  Governo Militar teve que dar sucessão à democracia. E hoje temos a destreza de escolher nossos representantes, desde vereadores até Presidente da República. Mas será que a democracia realmente nos livrou definitivamente de um poder ditatorial?

Ora, para responder isso, entendamos o significado de ditadura: Ditadura é um regime autoritário em que o legislativo, executivo e judiciário está na mão de uma única pessoa ou de um grupo de pessoas. Baseado nessa definição, cabe a você leitor analisar se a democracia nos livrou do poder ditatorial.

E ao analisar, considere que a atual presidente do Brasil, Dilma Rousseff (PT), tem o apoio de 311 dos 513 deputados federais (60%), conta com 59 dos 81 senadores (72%) e é apoiada por 16 dos 27 governadores (59%). Em nível de Amazonas não temos muita diferença. Omar Aziz (PMN) conta com 20 dos 24 deputados estaduais (83%).

Diante a esses números (federal e estadual) constata-se: Estamos sendo governados por uma aliança política que pode aprovar quase qualquer medida, pois a base governista tem um número muito elevado e a oposição ficou bastante enfraquecida nessas últimas eleições. Isso pode facilitar bastante alguns entraves e gargalos em uma tomada de decisão de curto prazo, mas pode ser altamente perigoso quandos os interesses meremente políticos são postos com maior peso na balança contra os interesses do povo. Se esse ciclo vicioso de constantes aprovações de medidas da base governista permanecer, esse perigo nos leva ou pode nos levar ao que possamos definir como “a ditadura democrática”, onde demonstramos que somos coniventes em deixar o poder em uma só diretriz.

Tivemos um bom exemplo desse perigo no início desse ano. Deputados, senadores e presidente da república tiveram aumento em torno de 60% do salário, enquanto o salário mínimo foi fixado pela Câmara pelo menor valor em votação, perfazendo os interesses do Governo. Logo, analisando o cenário político interno e internacional, o que o Brasil precisa aprender é que pior do que lutar contra poderes militares pela liberdade de escolha é ter essa liberdade e não saber usufruí-la. Felizmente já passamos pela primeira experiência, onde o país venceu a ditadura militar. Resta-nos perceber a segunda experiência, vencer a morosidade e a inconsciência política.

Ação Popular contra reajuste estratosférico

Por Tiago Gabriel

O amazonense Rodrigo Guedes, 24 anos, bacharel em Direito, ingressou, ontem (18/02), com uma Ação Popular (Meio processual a que tem direito qualquer cidadão que deseje questionar judicialmente a validade de atos que considera lesivos ao patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural.) contra o aumento exorbitante da remuneração de deputados federais, senadores, ministros e presidente da República. Deputados e senadores aprovaram um aumento salarial, para si, de 61,83%, para presidente da República de 133,96% e de 148,63% para vice-presidente e ministros, os mesmos  votaram pelo mínimo de R$ 545.

A Ação Popular, ingressada por Rodrigo Guedes, pedindo anulação do reajuste concedido pelos parlamentares aos próprios, foi protocolizada sob o N.º 3254-33.2011.4.01.3200.

Ex-ativista do movimento estudantil, em Manaus, Rodrigo Guedes atualmente é subsecretário da Juventude da prefeitura de Manaus.

A INFLUÊNCIA DAS PESQUISAS ELEITORAIS NA PRÁTICA DO VOTO

 

Por: Rafael Luiz

Fonte: TSE

Outubro em ano de eleição. E eis que, em uma noite de Domingo, o TRE divulga os números finais das eleições que se sucederam nas inúmeras cidades brasileiras. Televisões, rádios, internet e toda a imprensa de um modo geral, no decorrer das campanhas e até mesmo no momento em que acompanham as apurações, divulgam simultaneamente resultados de pesquisas eleitorais realizadas até no mesmo dia da eleição, inclusive. As comparações dos números dos Institutos de Pesquisa com os resultados das urnas são comemoradas quase sempre com alvoroço pela mídia que a contratou quando há similaridade de números. Mas por que isso acontece? Será que é realmente viável o eleitor saber quais candidatos estão bem cotados perante o público? O trabalho desses Institutos de Pesquisa nos influencia em escolher o melhor voto para a cidadania? Sobre tal questão, o Deputado Federal Henrique Fontana (PT/RS) apresentou à Câmara em 2008, um projeto de Lei que veda a divulgação de pesquisas eleitorais, por qualquer meio de comunicação, no período de 30 dias que antecede ao pleito até o encerramento da eleição. Como justificativa do referido projeto, consta-se o óbvio: Não se pode minimizar os efeitos causados por estes Institutos de Pesquisa ao eleitorado, sobretudo nos “indecisos” e também àquela grande parcela que utilizam o “voto útil”, ou seja, votam naquele candidato que tem mais chance de vitória. O Deputado afirma ainda que, apesar de haver acuradas técnicas estatísticas para realização das pesquisas, nenhuma amostragem é suficientemente infalível para demonstrar a vontade do eleitor. E por fim, destaca que a mera divulgação de pesquisas em períodos próximos à eleição pode confundir o eleitor, encorajando-o a votar em determinado candidato bem cotado pela pesquisa ou dissuadindo-o a fazê-lo, por não acreditar que o mesmo possa ser eleito. Ao nos depararmos em conversas sobre política, raras e quase sempre não muito bem discursadas pelo povo (infelizmente), percebemos que isso realmente acontece. Por várias vezes, ouvimos a frase que mais resume a influência das pesquisas eleitorais nas nossas desisões: “gosto do candidato X, mas como ele não tem chance, voto Y”. E assim, como um efeito multiplicador, os votos vão se distribuindo cada vez mais, entre um, dois, ou no máximo, três candidatos mais cotados pelas pesquisas. Os Institutos de Pesquisa têm sim sua própria defesa. Teoricamente, cumprem o papel de levar informação do panorama eleitoral. Mas por que seria isso importante sabermos? Ora, os Institutos de Pesquisa se focam em opinião pública e não se preocupam em pesquisar a ética, a história, as lutas e os lemas dos candidatos. Estejamos, como bons eleitores, atentos a isso. Mais importante que pesquisar opinião pública é pesquisar os antecedentes dos candidatos. Infelizmente não temos Institutos de Pesquisa que trabalham com isso. E sobre o nobre Projeto de Lei do Deputado Henrique Feitosa? Encontra-se arquivado na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.

ATENDIMENTO AO CLIENTE E SEUS DESAFIOS

Por Tiago Gabriel

Você sai de casa com a imensurável necessidade de saciar seus desejos, tendo como expectativas, em mente, ser bem atendido, encontrar um ambiente agradável e um produto e/ou serviço que supere suas expectativas, ou, minimamente, satisfaçam o usuário com a finalidade para que produto foi idealizado.

O exemplo utilizado a seguir não foge da realidade encontrada em outras regiões do país.

 Não é difícil você encontrar uma loja, restaurante, padaria ou supermercado, na cidade de Manaus, em que você seja tratado com desprezo por pessoas apáticas, fazendo uma analogia, como se o atendente estivesse recebendo uma visita indesejada em um dia de domingo, na hora do jogo do Flamengo, além da demora no atendimento e no despreparo do funcionário para regimentos básicos com o trato ao cliente.

Esse fato já se tornou tão comum que os consumidores, em sua grande maioria, já consideram algo comum, mas quais as causas desse problema? A solução seria demitir o colaborador?

Considero que, se existe um funcionário na organização que não trata seus clientes da forma como eles deveriam ser tratados, quando este não possui habilidades e competências necessárias para executar tais tarefas, o problema encontrasse no administrador da organização que falhou em algum dos seus processos de seleção e/ou formação daquele colaborador.

Manaus sofre sérios problemas com organizações atrasadas e/ou com administradores com ausência dessa visão holística.  Esse problema é visível em comércios de todas as faixas sociais, com mais gravidade nas organizações com foco nos consumidores das classes D e E.

De acordo com uma pesquisa realizada pela AMAZONASTUR em 100 empreendimentos hoteleiros, para medir a qualidade do atendimento em hotéis da cidade, com foco para preparação da cidade para receber a copa de 2014, além de outros índices coletados, constatou-se que 79% dos colaboradores dessas organizações não agem com presteza e cortesia com os hóspedes, isso, mesmo partindo-se do princípio de que os hotéis possuem os mais qualificados funcionários, devido o tipo de serviço prestado e o público alvo, ou seja, dá pra se ter uma noção do nível de qualidade do atendimento prestado pelos outros segmentos do comércio.

O funcionário, ao ser incorporado na organização, deve possuir as habilidades necessárias para executar tais atividades, ou, caso contrário, deve o gestor proporcionar o treinamento necessário para tal. Desconhece o administrador que, funcionário despreparado pode trazer sérios prejuízos à sua organização.

Mais oneroso para uma empresa é a insatisfação do consumidor, que sai falando mal do seu empreendimento para outras pessoas, o famoso marketing boca a boca, pior quando dissemina experiências negativas que este teve em sua organização, que o investimento em capacitação e estímulo a motivação.

Outro fato que torna mais caro esse processo falho de atendimento é a necessidade de conquistar novos clientes, já que muitos consomem apenas uma vez e se afastam, não passando de apenas um mero consumidor. Devido à experiência negativa, não retornará tão cedo, ou talvez nunca, para o estabelecimento, ou seja, custa mais conquistar um consumidor, pois tornasse necessário investir em diversos tipos de mídia para atraí-lo, do que retê-lo e transformá-lo em cliente, que é aquele ser que, quando tem uma demanda, lembra-se e só compra do estabelecimento no qual encontrou ótimo atendimento e produto, o atendimento de excelência. Clientes encantados costumam ser mais fiéis, traduzindo-se em repetição de compras.

Por essas razões as empresas devem saber contratar, treinar e estimular seus colaboradores. O preço não deve ser considerado como gasto, mas sim investimento, pois proporciona retornos consideráveis à empresa: Reduz o absenteísmo, a rotatividade, otimiza a eficiência e produtividade e, conseqüentemente, proporciona o aumento das vendas com a satisfação e retenção do cliente.  

Assim como muitas empresas da Zona Franca de Manaus (ZFM) perceberam a importância dos processos estratégicos para a contratação, treinamento e estímulo do colaborador, devido muitas delas possuírem administradores e conhecedores da eficácia dessas estratégias, o Comércio não pode ser diferente.

Grande maioria das organizações utiliza como requisito para contratação, a experiência profissional na área da vaga em oferta, mas outras já estão aproveitando a nova safra de trabalhadores que entram no mercado, pessoas sem experiência, pelo fato de que, por ela estar iniciando, não carrega vícios culturais, é menos exigente e o preço da mão de obra é menor. É vantajoso, além desses outros itens abordados, pois a empresa poderá treiná-lo e moldá-lo de acordo com as políticas da organização, este será mais atencioso e predisposto a aprender e dar o melhor de si para cumprir o que foi ensinado.

Como instrumentos estimulantes a motivação do colaborador, pode-se efetuar reconhecimentos que não custam nada à organização, como reconhecimentos públicos e elogios aos bons trabalhos executados e principalmente fazer o funcionário se sentir importante, pedindo sugestões referentes a atitudes a serem tomadas em determinado assunto e delegando responsabilidades. Vai chegar um momento em que será necessária a recompensa financeira ou material, pois em um determinado estágio o mesmo estará saturado de só receber elogios, é importante perceber esse momento.

Então, é necessário que o empresariado local amplie sua visão e pense sistematicamente nas questões pertinentes ao comércio. Apenas montar um empreendimento e colocar produtos na prateleira, não é sinônimo de vendas e vida perene. Organizações que seguem essa linha estão fadadas ao fracasso. Caso tenham a sorte de se arrastarem na busca pelo cliente, permanecerão com suas vendas estagnadas, e;ou em decadência, vindas da classe menos exigente da sociedade, que é cada vez menor.

Percebe-se que a maioria dos segmentos do comercio que hoje estão recebendo atenção do governo para que melhorem o nível de atendimento, são restaurantes, hotéis e empresas de táxi, mas o horizonte deve ser muito maior que a expectativa de consumidores que virão em conseqüência da realização da Copa do Mundo de 2014, já que estes consumirão especificamente em determinada época, e muitos virão de outras regiões do país e do mundo, logicamente eles merecem bastante atenção, mas e os milhares de habitantes da região?

 Você, empreendedor, deve atentar para isso!

Amazonas tem bancada de parlamentares milionária

Dados extraídos da página on line do jornal A Crítica

Reportagem completa:  http://acritica.uol.com.br/manaus/Amazonas-Manaus-Amazonia_0_425957434.html

Patrimônio declarado de dez dos 11 parlamentares do Estado é de R$ 23 milhões; o mais rico é o senador Braga, com R$ 16 milhões 

Senador Eduardo Braga é o mais rico dos integrantes da bancada do AM (Foto: Waldemir Barreto/ Agência Senado)

 

Dez dos 11 parlamentares que vão representar o Estado do Amazonas e seu povo no Congresso Nacional, pelos próximos quatro e oito anos, somam, juntos, um patrimônio declarado de R$ 23,9 milhões.

1º  Eduardo Braga (PMDB – AM) – R$ 16,48 milhões

2º Rebecca Garcia – R$ 2,24 milhões

3º Átila Lins (PMDB-AM) – R$ 1,71 milhão

4º Pauderney Avelino (DEM-AM) – R$ 1,63 milhão

5º Carlos Souza (PP-AM) – R$ 485 mil

6º Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) – R$ 330.501,38

7º Silas Câmara (PSC) – R$ 370 mil

8º Sabino Castelo Branco (PTB-AM) –  R$ 224 mil

9º Praciano (PT-AM) – R$ 215 mil

10º João Pedro (PT-AM) – R$ 200 mil

Obs: Henrique Oliveira (PR-AM) disse à Justiça Eleitoral que não possui bens móveis, imóveis e financeiros.